Domingo, 22 de Fevereiro de 2009



Coxinha de frango
Aprenda a fazer um dos salgadinhos mais queridos do Brasil
Ingredientes da massa
1 envelope de creme de galinha
1/2 litro de leite
2 gemas batidas
1/2 xícara de maisena
1/2 xícara de farinha de trigo

Ingredientes recheio
1 peito de galinha
2 colheres de sopa de óleo
1 cebola grande picada
1 dente de alho picado
2 colheres de chá de sal
2 colheres de sopa de salsa picada
Pimenta a gosto

Ingredientes para empanar
2 claras de ovo batidas
Farinha de rosca

Modo de preparo massa
Leve ao fogo o conteúdo do envelope do creme de galinha, misturado com o leite. Mexa sempre, até ferver. Retire do fogo, e junte as gemas, maizena e a farinha de trigo. Leve novamente ao fogo, mexa até que a massa ficar soltinha e deixe esfriar por alguns minutos

Modo de preparo recheio
Doure o peito de galinha no óleo, retire e desfie bem. Volte ao fogo, junte a cebola, o alho e o sal, deixando fritar mais um pouco. Acrescente a salsa e a pimenta. Molde coxinhas deixando um furo no meio e recheie com a galinha desfiada. Passe pelas claras e pela farinha de rosca. Frite aos poucos, em óleo quente. Escorra em papel absorvente e espete num palito.

Rendimento
Até 20 porções

TV RECORD

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Publicada em: 30/05/2008 às 16:45
Notícias

Ministro da Saúde inaugura ambulatório de atendimento em hanseníase
Jornalismo

Confira a galeria de fotos do aniversário do IOC

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, inaugurou as novas instalações do Ambulatório Souza Araújo de atendimento à hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) nesta sexta-feira, dia 30 de maio. Temporão enfatizou a importância do combate ao preconceito sobre a doença e defendeu a adoção de uma visão mais humanista do tratamento médico ligado ao Sistema Único de Saúde. A inauguração integrou as comemorações dos 108 anos do Instituto Oswaldo Cruz IOC e da Fiocruz.

Foto: Gutemberg Brito


ambulatório souza araújo

A pesquisadora Euzenir Sarno, chefe do Laboratório de Hanseníase do IOC, apresenta o Ambulatório Souza Araújo ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao presidente da Fiocruz, Paulo Buss, e ao diretor de BioManguinhos, Akira Homma

Temporão elogiou as novas instalações do ambulatório, que atua como serviço de referência nacional em hanseníase, e reforçou a importância de combater uma doença tão antiga, mas que continua sendo um desafio em diversas partes do mundo. “A hanseníase é uma mostra de que ainda há muito a ser feito em saúde pública no país, pois é uma doença que não combina com o grau de desenvolvimento que o país já alcançou”, afirmou. “A inauguração desse ambulatório tem também esse caráter simbólico, uma vez que se dedica ao tratamento de uma doença tão negligenciada, que não deveria mais existir no Brasil.” Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2007 foram registrados mais de 200 mil novos casos da doença no mundo, em especial na África, Ásia e América Latina. No Brasil, a Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde informa que, em 2006, aproximadamente 40 mil novos casos foram registrados.

Foto: Gutemberg Brito







O presidente da Fiocruz, Paulo Buss; a diretora do IOC, Tania Araújo-Jorge; a chefe do Laboratório de Hanseníase, Euzenir Sarno; e o coordenador nacional do MORHAN, Artur Custódio, o durante o discurso de Temporão, na inauguração do Ambulatório Souza Araújo

Durante a cerimônia de inauguração, Tania Araújo-Jorge, diretora do IOC, afirmou que o ambulatório possui uma importância muito grande dentro da proposta do Instituto de atender as necessidades da Saúde Pública do Brasil. “Nesse espaço fica bem clara a pluralidade do trabalho desenvolvido pelo IOC e sua importância para a sociedade. Aqui caminham juntas faces complementares da Saúde Pública: clínica médica, ensino e pesquisa científica”, explicou.


Foto: Gutemberg Brito


homenagem euzenir

A pesquisadora Euzenir Sarno é homenageada pela equipe do Ambulatório Souza Araújo durante inauguração

O combate ao preconceito é uma das principais tônicas do trabalho no ambulatório. Os pacientes são conscientizados de que a hanseníase é 100% curável e de que podem levar uma vida normal, já que sua transmissão é interrompida assim que se inicia o tratamento. “Pelo que a doença representou durante muito tempo, ainda existe muito preconceito, por isso é importante o trabalho desenvolvido no ambulatório, que alia tratamento, educação e conscientização”, explicou o presidente da Fiocruz. “Procuramos proporcionar um ambiente agradável, para mostrar aos pacientes que não há motivo para preconceito ou para ter vergonha da doença.”

Com esse objetivo, o novo prédio possui iluminação natural, espaço de convivência e ambientes climatizados, tudo isso projetado para proporcionar um ambiente acolhedor aos pacientes. Ao fim da visita, a pesquisadora Euzenir Nunes Sarno, chefe do Laboratório de hanseníase do IOC e personagem importante da modernização das instalações do ambulatório, afirmou é preciso que exemplos como esse se tornem mais comuns no sistema de saúde brasileiro. “O ambiente e o trabalho aqui desenvolvido oferecem um algo a mais, que melhora a auto-estima dos pacientes e faz com que a evasão seja praticamente inexistente, algo único no Sistema Único de Saúde”, comemorou. “É preciso humanizar a saúde pública, sem demagogia, procurando atender a todas as necessidades da população.”

Foto: Gutemberg Brito


premio morhan

Temporão exibe Prêmio Sasakawa de Saúde Pública, concedido ao Morhan pela OMS


Durante a cerimônia de inauguração, Euzenir recebeu uma homenagem da equipe do ambulatório, por sua dedicada atuação. O Movimento de Reintegração de pessoas atingidas pela Hanseníase (MORHAN), organização não-governamental que tem no Ambulatório Souza Araújo um de seus principais parceiros e que recebeu da organização Mundial de Saúde o Prêmio Sasakawa de Saúde Pública 2008, ofereceu simbolicamente a premiação ao ministro, em reconhecimento ao trabalho do ministério no combate à hanseníase.


Marcelo Garcia
30/05/08

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

Estudo avalia risco de pessoas que convivem com pacientes de hanseníase contraírem a doença

Publicada em: 19/07/2006 às 09:56
Notícias

Estudo avalia risco de pessoas que convivem com pacientes de hanseníase contraírem a doença
Admin

Um estudo realizado pelo Laboratório de Hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) pode ajudar a delimitar, entre as pessoas que mantêm contato com pacientes de hanseníase, um grupo com maior risco de adoecer. A pesquisa pretende estabelecer o perfil de um possível grupo de risco entre os contatos dos pacientes de hanseníase e também verificar se a segunda dose da vacina BCG, indicada desde 1991 pelo Ministério da Saúde como medida preventiva a quem convive com hansenianos, é realmente eficaz.

O Ambulatório Souza Araújo, do IOC, que atende pacientes hansenianos, vem examinando desde 1987 os comunicantes dos pacientes registrados no serviço. Os resultados destas observações deram origem ao estudo. “Quando diagnosticamos um paciente, nos preocupamos em enfatizar a necessidade dos familiares comparecerem ao serviço para serem examinados e orientados, pois este é o grupo com maior risco de adoecer”, descreve Nádia Duppre, que atua como enfermeira no ambulatório e apresentará a pesquisa como tese de doutorado, orientada pelo pesquisador Luiz Antonio Bastos Camacho, do Departamento de Epidemiologia da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp).

“A utilização da sorologia anti-PGL-1 é um instrumento que tem sido utilizado em vários estudos em diferentes países com a finalidade de detectar os indivíduos infectados pelo Mycobacterium leprae, o bacilo causador da hanseníase”, a pesquisadora explica. O procedimento identifica anticorpos produzidos pelo organismo dos indivíduos infectados pela bactéria que provoca a doença.

“O fato do número de doentes ser maior entre os indivíduos positivos para a sorologia anti-PGL-1 sinaliza que o teste pode ser um bom marcador de grupo de risco”, Nádia afirma. “No entanto, é importante lembrar que nem todas as pessoas que entram em contato com a bactéria produzem anticorpos ou desenvolvem a doença e que, por isso, indivíduos infectados também podem produzir resultados negativos para esta sorologia”. Além de verificar se o anti-PGL-1 é capaz de delimitar um grupo de risco entre os contatos, o estudo avaliará se a segunda dose da vacina BCG é realmente eficaz para a prevenção de pessoas que convivem com portadores da doença.

“Se o efeito imunizante da segunda dose para a vacina BCG para a hanseníase for maior do que o produzido pelo BCG recebido na infância, a imunoprofilaxia poderá se tornar um instrumento bastante útil para a prevenção da doença. A definição de uma população de risco entre os contatos dos pacientes, por sua vez, permitirá o acompanhamento deste grupo com a finalidade de incrementar o diagnóstico precoce, o que poderá evitar seqüelas e incapacidades causadas pelo diagnóstico tardio da hanseníase. Futuramente, poderá ser possível tratar esse grupo com uma quimioprofilaxia específica, que poderá evitar o desenvolvimento da doença”, Nádia prevê.

Bel Levy
17/07/06

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História em Quadrinhos leva esclarecimento sobre a Hanseníase

Publicada em: 19/07/2006 às 09:15
Notícias

História em Quadrinhos leva esclarecimento sobre a Hanseníase
Admin

Hoje curável em 100% dos casos e com tratamento gratuito disponível para a população, a hanseníase ainda carrega o estigma e o preconceito que levaram seus portadores ao isolamento durante séculos. A falta de informação sobre a doença é um dos fatores que levam o Brasil a ocupar a triste quinta posição entre os nove países endêmicos listados pela Organização Mundial de Saúde em 2005. Com o objetivo de contribuir para vencer o preconceito através do esclarecimento, o Laboratório de Hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) desenvolveu uma história em quadrinhos sobre a doença tendo como público-alvo alunos do ensino fundamental.

A iniciativa é fruto do trabalho da bióloga Karina Saavedra Acero Cabello no curso de especialização no Programa de Pós-Graduação em Ensino em Biociências e Saúde do IOC, orientada pelo pesquisador Milton Ozório Moraes. O material surgiu com a idéia inicial de uma simples cartilha e ganhou forma. “Eu mesma comecei a rascunhar os desenhos e, aos poucos, percebi que uma história em quadrinhos era mais dinâmica e atrativa para as crianças. Queria que elas aprendessem sobre a doença de uma forma divertida”, explica a bióloga, que contou com a colaboração do ilustrador Bruno Esquenazi, do Setor de Produção e Tratamento de Imagens do IOC. “Esta parceria foi de vital importância, pois o Bruno deu uma excelente formatação aos desenhos.”

Para o mestrado desenvolvido no mesmo programa, a bióloga aplicou o trabalho em três escolas da rede pública e privada. “O objetivo foi conhecer o impacto e ver como as crianças receberiam o projeto. Pude comprovar nessa trajetória que o preconceito ainda é muito forte”, avalia. Antes da introdução da história em quadrinhos, um questionário foi realizado com professores e alunos das escolas escolhidas para dar a dimensão do quanto conheciam sobre o tema.

A aplicação foi iniciada com alunos de uma escola privada no Rio de Janeiro. “Trabalhamos a história e depois fizemos uma discussão em grupo. Os alunos foram muito receptivos e não se restringiram a responder o que eu perguntava, também fizeram muitas perguntas. Superou as expectativas”, Karina comemora.

A aplicação na rede pública de ensino foi realizada em escolas de Itaboraí, no interior do estado. Considerada uma região endêmica, o município abriga o Hospital Estadual Tavares Macedo, especializado no atendimento da doença. Na primeira tentativa, a maior parte dos pais dos alunos da escola escolhida relutaram em autorizar a participação dos filhos no projeto. “Dos cem questionários prévios enviados, recebi apenas 20 de volta. Foi um choque para mim”, dispara Karina, que preferiu não prosseguir o estudo nesta instituição.

Em outras duas escolas, uma próxima e a outra distante do hospital, a timidez dos alunos ao falar sobre o assunto foi uma característica comum. “Os alunos ficaram sem graça e eu senti que não estavam à vontade. A diferença é que os alunos da escola mais próxima ao hospital sabiam mais sobre o tema, enquanto que os da escola mais distante tinham o mesmo nível de conhecimento dos que o da instituição privada”, considerou.

Outro aspecto importante levantado pelo estudo é que temas como a hanseníase não são abordados por professores de ciências, mesmo em uma região endêmica como Itaboraí. “Conversei com coordenadores pedagógicos e professores e todos confirmaram que não trabalham o tema em sala de aula. Como as crianças irão saber que a doença tem cura?”, indaga a bióloga, ressaltando que os pais também contribuem para que o preconceito ainda exista. “A criança é prejudicada, já que os pais alimentam este preconceito, passado dentro de casa”, conclui.

Karina foi convidada pelo Programa de Hanseníase de Itaboraí para dar continuidade ao trabalho de divulgação e esclarecimento, não só através da história em quadrinhos, mas também treinando e capacitando agentes de saúde para atuar na região.

Renata Fontoura
22/06/06
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Publicada em: 14/06/0007 às 00:00
Notícias

Identificado gene que indica propensão à hanseníase
Admin

Descoberta que envolve pesquisadores brasileiros e canadenses contribui para o desenvolvimento de vacinas específicas




Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) identificaram um gene indicativo da suscetibilidade humana à hanseníase. A identificação de um marcador genético que sinaliza a maior propensão de uma pessoa ao desenvolvimento da doença pode ser o ponto de partida para a elaboração estratégias vacinais mais específicas contra a doença, que apesar do tratamento simples e eficiente registrou em 2005 aproximadamente 295 mil novos casos em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.
Gutemberg Brito
Milton Osório
Estudo de epidemiologia genética aponta gene indicativo da suscetibilidade humana à hanseníase e pode gerar estratégias de prevenção mais específicas

Os resultados promissores do estudo, publicados na revista Nature Geneticssão fruto do aprofundamento da iniciativa de um grupo de pesquisadores da Universidade Mc Gill, no Canadá, que em 2003 realizou análises moleculares de familiares de portadores da hanseníase, que pelo contato com os pacientes poderiam estar sujeitos a adoecer. Foram identificados segmentos de DNA encontrados exclusivamente nas amostras de sangue de parentes infectados – isto é, que desenvolveram a hanseníase. Esta primeira etapa consistiu em uma espécie de ‘pescaria molecular’ que analisou o DNA de familiares de pacientes e identificou regiões do genoma humano que se repetem com freqüência em familiares que desenvolvem a hanseníase.

“A partir disso, realizamos, tanto em nosso laboratório quanto no Canadá, um estudo de refinamento, através de um ‘zoom molecular’ da região do genoma humano destacada pelo estudo canadense, com o objetivo de transformar o que era uma região gênica em um único cromossomo. Focamos e aumentamos a resolução da observação e o resultado final é o apontamento de um gene como marcador da suscetibilidade à hanseníase: a linfotoxina-α (LTα). Como os demais genes do DNA humano, a LTα possui dois alelos – A e G – que podem ser dominantes ou recessivos. É a dominância do alelo A que indica a propensão à hanseníase”, apresenta o biólogo Milton Moraes, pesquisador do Laboratório de Hanseníase do IOC e coordenador da pesquisa no Instituto.

A LTα controla a ativação de células de defesa e é responsável pela regulação de resposta imune contra a hanseníase. Entender o funcionamento deste gene nos diferentes padrões imunológicos encontrados em seres humanos é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de prevenção mais específicas, que levem em consideração as características genéticas de cada indivíduo – como a dominância ou recessividade dos alelos – e sejam portanto mais eficientes.

Para executar o estudo de epidemiologia genética que detectou a relação entre a dominância do alelo A da LTα e a ocorrência da hanseníase, os pesquisadores do IOC utilizaram a metodologia caso-controle para comparar análises de DNA de 400 pessoas saudáveis às de 400 portadores da doença. A leitura estatística dos dados revelou maior resistência à hanseníase por pessoas que apresentam dominância do alelo G da LTα, enquanto indivíduos que possuem dominância do alelo A mostraram-se vulneráveis ao desenvolvimento da infecção. A partir deste conhecimento será possível formular, por exemplo, estratégias diferenciadas de vacinação, de acordo com a dominância apresentada pelo indivíduo.

“A identificação de marcadores genéticos é uma ferramenta importante porque define os principais fatores imunológicos que regulam os processos de proteção do organismo a doenças infecciosas e pode por isso apontar novos alvos para a pesquisa de imunobiológicos e estratégias alternativas de vacinação. Nossa meta é aplicar a mesma técnica utilizada no estudo da hanseníase para investigar a suscetibilidade genética do homem a outras doenças infecciosas, como leishmaniose, dengue e tuberculose”, Milton adianta.

14/06/07
Bel Levy

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